Dinheiro dos brasileiros vai para privilegiados do setor público

O Brasil gasta na Seguridade Social de seus trabalhadores públicos uma parcela maior do PIB do que os 34 países desenvolvidos membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Rogerio Nagamine Costanzi e Graziela Ansiliero, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dizem que o Brasil gastou 3,5% de seu PIB em 2016, enquanto o Reino Unido gastou 2,3%, Alemanha, 1,5% e os EUA, apenas 0,8%.

Eles enfatizam que, embora existam algumas dificuldades metodológicas para fazer comparações internacionais, a despesa do Brasil está muito acima da média, devido ao alto valor médio dos benefícios que o país oferece aos servidores públicos.

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Em 2016, o setor público (não incluindo o militar) foi responsável por 40% do déficit da Previdência Social.

Costanzi acredita que a integração dos regimes pode reduzir os pagamentos duplos e aumentar as despesas com os pagamentos, mantendo benefícios, dados e informações.

Apenas 4 dos 34 países da OCDE possuem um sistema totalmente separado para funcionários públicos: Bélgica, França, Alemanha e Coréia do Sul.

Em todos os países do grupo, nos últimos 20 anos houve pelo menos entre uma e quatro mudanças no sistema público de segurança social: unificação com o setor privado; mais restrições para benefícios antecipados; aumento da contribuição; e aumento da idade para aposentadoria.

Em vários casos, no entanto, as diferenças foram mantidas, como nos setores dos militares, policiais, professores e juízes.

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