O socialismo deve morrer com Castro

Um ditador está morto. Cidadãos de mais um país podem estar prontos para abandonar a ideologia desacreditada e economicamente desastrosa do comunismo. Os cidadãos desse país podem esperar que a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e os direitos humanos se torne a ordem do dia.

FidelCastro

Um momento para celebrar, com certeza? Não para a esquerda. Para eles, a morte de Fidel Castro é um momento de tristeza. Tome por exemplo Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista britânico, que disse : “A morte de Fidel Castro marca a passagem de uma enorme figura da história moderna da independência nacional e do socialismo do século 20”.

Na verdade, a única parte precisa dessa afirmação é a última. Castro é uma nota de rodapé na história do mundo, um homem que fez o do seu o seu país subserviente – tanto para ele e como para a União Soviética – em vez de independente. Ele fez, no entanto, uma coisa: demonstrou de forma conclusiva ao longo de mais de cinco décadas que uma economia socialista só é boa para uma coisa – arruinanar uma nação inteira.

Homenagens fluíram dos suspeitos do costume: Maduro da Venezuela, Morales da Bolívia e Correa, do Equador. O que explica desculpas abjetas da esquerda para um ditador brutal – um homem que executou milhares de cubanos?
O primeiro é um instinto de anti-americanismo. Para muitos na esquerda, a regra é “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Como Fidel é um inimigo jurado de os EUA, ele deve ser apoiado em tudo que fez. (Embora esse tipo de relativismo moral foi rotineiramente – e com razão – condenado pela esquerda quando estendido pelo presidente Reagan a regimes autoritários de direita.)

Sem qualquer ironia, o louvor é dado a longevidade do líder cubano e como ele sobreviveu a tantos presidentes dos Estados Unidos, sem qualquer consideração ao fato de nunca ter enfrentado as urnas em seu demorado governo.

Em segundo lugar está a ideia de que o fim justifica os meios. Os sistemas de saúde e educação cubanos são sempre invocados, como se seus sucessos justificassem os abusos dos direitos humanos que são regularmente destacados pela Anistia Internacional e outros observadores independentes. O mundo realmente está repleto de exemplos de países que conseguem combinar a excelência nos cuidados de saúde e educação com a democracia. De fato, a Cuba pré-revolucionária tinha uma taxa de mortalidade infantil substancialmente menor do que o resto da América Latina. Isso não deveria ser uma surpresa, era um país relativamente bem de vida, de “renda média”, com a riqueza comparável a estados do sul dos Estados Unidos. Custou muito trabalho, um compromisso férreo com o comunismo e com empresas estatais para destruir a crescente prosperidade de Cuba.

Ainda assim, nenhuma destas proposições pode explicar totalmente o fervor da esquerda para com Fidel. A terceira e mais preocupante razão para este apoio é que existe um fetiche de esquerda para com a violência. Revoluções e ditaduras são brutais e violentas. Para apologistas de Castro elas não são meramente infelizes e lamentáveis subprodutos da mudança, elas são uma parte essencial de seu apelo. O traje militar, o culto de Che Guevara, são os dois aspectos disso. Há algo atávico no amor de esquerda por Cuba, que é, sem dúvida, ligado à sensação de que a derrubada violenta é um caminho mais fácil para a vitória do que a necessidade de conquistar corações e mentes em uma eleição democrática.

A morte de Castro deve ser a morte de qualquer crença persistente no socialismo como uma forma distinta e benéfica de organização econômica. Em vez disso, ela tem sido utilizada como a oportunidade de comemorar “um campeão da justiça social.” Isso não deve apenas levantar questões sobre a esquerda, ele deve ser uma motivo para vergonha.

In http://edition.cnn.com/2016/11/26/opinions/socialism-should-die-with-castro-mcternan/

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